Silhueta de uma mulher e sol no fundo da imagem - tomar uma decisão

Tomar uma decisão nem sempre é algo fácil. Vivemos em uma época em que as várias possibilidades que nos são apresentadas podem gerar um sentimento de angústia diante das circunstâncias em que é imprescindível decidir.

Porém, a vida é construída, em grande parte, com base nas decisões que vamos tomando ao longo dela. Mas, como você deve saber, nem sempre é fácil decidir. Por isso, pensamos em oferecer alguns elementos de reflexão que podem ajudar-nos a discernir.

3 elementos ligados às decisões

Existem alguns elementos que geralmente fazem parte de um processo pessoal de discernimento que visa ajudar a chegar a uma escolha.

  1. Querer é um item básico e está intimamente ligado com a construção de um objetivo. Nesse sentido, trata-se de considerar um objetivo como norte, de tal modo que a ele se confluam os demais objetivos que tracemos.
  2. Avaliação da possibilidade e da competência. Em tempos de uma positividade quase tóxica – onde se diz que tudo é possível bastando o querer – se converte em imperativo o chamado a uma avaliação consciente das possibilidades e competências.
  3. A busca, a perseverança, a esperança e a fidelidade. Se bem é certo o que falamos no item anterior – avaliar as possibilidades é importante – devemos também buscar ultrapassar aqueles obstáculos que podem apresentar-se e cuja superação está a nosso alcance.

👉 Leia também: A autoconfiança na construção de si

Homem negro com as mãos na cabeça: como tomar uma decisão?

Possíveis caminhos para tomar uma decisão

Considerados 3 elementos geralmente ligar às decisões, passamos agora aos possíveis caminhos que temos para chegar a uma decisão.

Há várias formas de tomar uma decisão, e é possível fazer isso movido por várias forças. Algumas delas são o dever ou a obrigação, a emoção e a liberdade com responsabilidade. Vamos falar brevemente sobre cada uma delas:

Tomar uma decisão por obrigação

Uma decisão baseada no senso de obrigação leva-nos a considerar que devemos fazer algo, ou que  fazê-lo está proibido.

Não se trata de algo negativo, já que algumas decisões devem ser baseadas em aspectos que garantam, por exemplo, o respeito aos direitos alheios e às leis que garantem a vida em sociedade.

Porém, quando baseamos a maioria das nossas decisões no critério da obrigação, podemos acabar optando por coisas que não contribuem para nossa realização pessoal.

A médio ou longo prazo, podem despertar-se sentimentos de arrependimento pela escolha feita e inclusive a tendência a transferir a responsabilidade pela própria infelicidade a alguém com papel de autoridade que induziu a tomada de decisão.

Decisões tomadas pela emoção

Outro caminho que podemos seguir para chegar a uma decisão é a emoção: alegria ou tristeza, especialmente.

Aqui quando nos referimos a emoções estamos tratando das respostas que imediatamente damos a algum estímulo. Nesse sentido, uma decisão tomada a partir de uma emoção geralmente não passa antes pelo filtro da razão, onde consideramos nossas reais possibilidades de optar por algo e segui-lo.

Além de alegria ou tristeza, podemos decidir baseando-nos em critérios de prazer, ou ainda por complacência a outras pessoas.

Nesse tipo de decisões, posteriormente, pode haver uma tomada de consciência da impossibilidade do cumprimento daquilo que foi decidido.

Contudo, nem tudo é negativo, há, pelo menos, um aspecto positivo: a espontaneidade.

Integrar liberdade e responsabilidade para tomar uma decisão

Estamos falando sobre as decisões tomadas a partir das forças interiores. Uma decisão baseada na liberdade e na responsabilidade considera o discernimento a partir da própria realidade, do entorno e das competências pessoais.

Esse tipo de decisão passa pela consideração do eu, do outro e do meu entorno.

Ao tomar o caminho de uma decisão autônoma é necessário considerar o objetivo pessoal, mas também é preciso pensar nas possíveis pessoas afetadas. Além disso, uma decisão livre deve ser responsável e apropriada à realidade e ao momento em que se vive.

Para empreendermos um caminho de mais decisões pautadas na liberdade e sustentadas na responsabilidade, pode ser preciso contar com a ajuda de alguém, já que não é fácil ver-se.

No entanto, receber ajuda não significa que alguém possa tomar uma decisão por você.

Um comentário em “Alguns aspectos básicos para tomar uma decisão”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *